Na manhã do último sábado (21) diversos grupos organizados
promoveram uma mobilização contra a passagem do mineroduto da FERROUS em
Viçosa. Em participação massiva na feira os manifestantes conversaram com a
população alertando sobre os impactos iminentes da instalação do mineroduto. A
FERROUS, empresa multinacional, projeta a instalação de um mineroduto para
exportar minério de ferro de Congonhas (MG) até um porto em Presidente Kennedy
(ES). Ao todo serão tingidos 22 municípios, entre eles Viçosa.
Para Luiz Paulo, estudante de biologia na UFV, “a cidade
tem de fazer uma escolha: abastecimento de água ou mineroduto? Não há como
aceitar esse projeto, o mineroduto atravessa diversas vezes os córregos e
destrói 31 nascentes do Ribeirão São Bartolomeu, diante da situação preocupante
que estamos passando em relação à água, permitiremos um empreendimento que só
visa atender os interesses privados destruir nossos mananciais?”, pergunta.
Para a Associação dos Moradores do Palmital, a maior
preocupação são os danos sociais. Toda a dinâmica da região vai ser alterada
pelo empreendimento, as estradas vão ser interrompidas, o fluxo de
trabalhadores da empresa vai trazer sérios problemas como aumento de violência,
uso de drogas e gravidez. Além disto, os moradores não querem o empreendimento
em suas propriedades, não há informações certas sobre o mineroduto, falta
isonomia na negociação e a empresa invade as propriedades sem permissão.
Thiago Alves, membro
da direção estadual do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), afirma que
além da denúncia e o debate sobre a violação dos direitos humanos e os diversos
impactos ambientais, também precisamos questionar o atual modelo de
desenvolvimento no qual este tipo de empreendimento é uma constante. “O
mineroduto representa um projeto de desenvolvimento que privatiza e exporta
nossos bens naturais, mantendo uma economia de relações coloniais, restando
para o povo somente o rastro de destruição, marcado por sérios impactos
ambientais e sociais. Portanto, um projeto de atraso e não de avanço.
Precisamos construir juntos uma alternativa popular a este projeto onde os bens
naturais sejam usados para benefício do povo e não de grande empresas",
conclui.
A mobilização também teve como objetivo a convocação para a
Assembléia Popular “Águas de Viçosa e Mineroduto”, a ser realizada no dia 5 de
maio, às 9h na Câmara Municipal. Repleta de cartazes, faixas e entrega de
panfletos, teve boa aceitação da população, que pôde perceber os riscos
potenciais para o abastecimento de água na cidade.
Organizaram e participaram da mobilização o Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), o Projeto de Assessoria às Comunidades Atingidas por Barragens (PACAB), Associação dos Moradores do bairro Santa Clara, Associação dos Moradores do Palmital, Entidade Nacional de Estudantes de Biologia (ENEBIO), Associação Brasileira de Estudantes de Engenharia Florestal (ABEEF), Federação dos Estudantes de Agronomia do Brasil (FEAB), Programa de Extensão Observatório dos Movimentos Sociais, Associação dos Geógrafos do Brasil (AGB), Articulação Nacional dos Estudantes de Ciências Sociais (ANECS).
Organizaram e participaram da mobilização o Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), o Projeto de Assessoria às Comunidades Atingidas por Barragens (PACAB), Associação dos Moradores do bairro Santa Clara, Associação dos Moradores do Palmital, Entidade Nacional de Estudantes de Biologia (ENEBIO), Associação Brasileira de Estudantes de Engenharia Florestal (ABEEF), Federação dos Estudantes de Agronomia do Brasil (FEAB), Programa de Extensão Observatório dos Movimentos Sociais, Associação dos Geógrafos do Brasil (AGB), Articulação Nacional dos Estudantes de Ciências Sociais (ANECS).
Nenhum comentário:
Postar um comentário